História
Patrono
Gonçalo terá nascido em Lagos, Algarve, no ano de 1360, provavelmente numa família cristã de pescadores.
No ano de 1380, deslocou-se a Lisboa e ingressou no Convento de Nossa Senhora da Graça, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Aos seus atributos morais e intelectuais associou a religiosidade e o estudo que lhe permitiram distinguir-se, não só como Frade e Prior (Lourinhã, Lisboa, Santarém e Torres Vedras), mas também como bom orador, teólogo, pedagogo, administrador, escritor e artista. Quando morreu era Prior em Torres Vedras e ficou sepultado na capela-mor do Convento da Graça, dos Frades Agostinhos.
À memória das suas qualidades humanas e religiosas juntou-se a fama de santidade pelos milagres que diziam ter realizado. Em 1495, o rei D. João II terá elogiado a Câmara da Vila pela posse das relíquias de um Frade-Prior tão relevante. Nesse ano, o Senado Torreense elegeu Gonçalo de Lagos como Padroeiro da Vila. No ano de 1778, o Papa Pio VI aprovou a Santidade e o Culto ao Beato São Gonçalo. O dia 27 de outubro é, segundo a liturgia, Dia de São Gonçalo de Lagos e, por isso, festejado em Torres Vedras e Lagos.
600 anos após a sua morte, a procura de identidade associada à Memória de São Gonçalo demonstra como os homens, a sociedade, se servem dos seus Santos como agentes de aperfeiçoamento.
Em 1986, o Ministério de Educação e Cultura considerou que importava criar nas escolas uma identidade própria e que para tal contribuía, indubitavelmente, a sua designação pelo nome de um patrono.
Assim, o Decreto-lei 93/86, de 10 de maio, determinava que o nome do patrono fosse fixado por portaria do Ministro da Educação e Cultura, elaborada mediante proposta do respetivo conselho diretivo ou de quem as suas vezes fizesse, após parecer da respetiva autarquia local, devendo ser, cito, “uma personalidade de reconhecido valor que, nomeadamente, se tenha distinguido na sua região no âmbito da cultura e da educação”.
